Novamente o desejo pulsou no coração, peguei o telefone e disquei, 4 toques, atenderam, era sua cunhada, pedi pra falar com ele; já estava deitado mas não hesitou, pegou o telefone e começou a falar.
Conversamos de como foi o dia e parte da noite, então ele parou um momento e perguntou se podia dizer algo, disse que sim, dependia do que iria me dizer.
E me disse assim:
- Eu te amo.
Perguntei 3 vezes se era realmente isso o que ele estava sentindo e me respondeu, que era o que sentia naquele momento e idem. Desligamos 1:00 h da madrugada.
Antes de tudo isso ele me pediu em namoro, pedi um tempo pra pensar e num domingo liguei às 17:40, não estava, deixei recado. Aproximadamente as 18:15 ele retornou a ligação me perguntando o que queria. Disse assim:
- Sabe a pergunta que você me fez; tenho a resposta, antes quero ouvir a pergunta.
Depois de muito enrolar fez a pergunta.
- Quer namorar comigo? Respondi que sim, que aceitava seu amor, nosso amor. (Adolescentes são tão dramáticos - friso meus nos dias atuais)
Depois de uma terça-feira em que nos permitimos "dar", dividir um selinho, não nos encontramos mais e nem nos falamos por telefone.
Decidi ligar, falar com ele e nesse telefonema que com suas palavras me magoou.
Inventou mentiras, desculpas que não me convenceram; naquele momento senti que não era o Amor com quem sempre falava, contei meus segredos, sonhos e desejos. Estava frio, diferente queria me afastar e conseguiu.
Pensa que acreditei, não, fui atrás da verdade. Desloquei-me até a escola, esperei-o sair e conversamos. Explicou o motivo de agir assim daquele jeito comigo, de sua atitude fria, era pura dúvida de que (o que) estava fazendo era certo. Talvez seja isso que me encantou nele; sinto falta muita falta das nossas conversas que varavam a madrugada, que só íamos dormir porque implicavam conosco. Não queria perder o amigo, o companheiro que ganhei, mas não sei como reatar essa amizade, essa paixão de amigos, não sei... não sei...
Novembro de 2000